Pular para o conteúdo principal

Postagens

Falar

Com quem? Uma das principais cobranças que fiz pra mim mesma e que mais atrasou a criação desse blog foi sobre o conteúdo das publicações. Como até hoje eu só tinha escrito sobre educação nos ambientes acadêmico e profissional, ficava aquele peso de não acreditar que poderia postar nada de interessante, se não tivesse essa pegada: tudo precisaria ser fruto de incansáveis pesquisas, bem referenciadas, nas normas técnicas, cheio de citações de autores e com um conteúdo mais profundo, sempre. Mas eu estaria falando com quem? Acabei me dando conta que não era isso que eu queria fazer... eu queria que as publicações aqui ficassem mais próximas daquela conversa despretensiosa com os amigos, daquele atendimento que fiz, falando as coisas de maneira clara e informal, e que tinham tanto conteúdo de experiência de mãe e de educadora, quanto a simplicidade de quem fala com alguém próximo. Isso não quer dizer que eu vá desprezar o conhecimento pedagógico, que eu não vá ci...

No início, tem o amor....

Ah! O amor! Falar de amor é sempre arriscado. Sempre parece piegas demais... porque é! Amor é piegas e ponto final. O amor é essa coisa maravilhosa que faz a gente tirar força não sei de onde pra seguir nossa rotina de educação, cuidado e acolhida. É o que nos transforma em responsáveis pelos nossos filhos, que faz que sigamos dormindo pouco e comendo no improviso, o que liga nossos instintos e nossas intuições para que nossas decisões sejam as melhores possíveis. Mas, se é por amar demais que metemos os pés pelas mãos em tantos aspectos da vida, por que seria diferente com a educação dos nossos filhos? Por amar demais, a gente cobra demais, exige e repreende. Queremos que nossos filhos sejam crianças admiradas pela boa educação, que sejam bem-vindas nos espaços que frequentamos, que tenham um bom desempenho na escola... exageramos por amar demais. Esse mesmo sentimento nos move a idealizar uma vida que insiste em não acontecer, por mais que sigamos à risca tod...

A culpa...

Nossa de cada dia! O ditado diz que "ser mãe é padecer no paraíso", eu diria que ser mãe é padecer de culpa. E eu tinha que escrever sobre ela, a dita cuja da culpa, antes de falar sobre qualquer outra coisa, justamente por isso. A gente se culpa por ter engravidado fora de hora, por ter demorado muito pra engravidar ou engravidar cedo demais, por comprar muitas coisas, por não poder comprar tudo o que queria, por fazer igual às mães que um dia julgamos, por fazer diferente de todas que conhecemos... há sempre uma (uma?) "boa" razão. Aí eu chego aqui e começo a falar uma monte de coisas sobre educar crianças, com a possibilidade de apontar o que não acho tão bacana e pronto, ela chega e senta no seu ombro. Bem você, que está lendo tranquilamente, aí do outro lado, e fez exatamente o que eu critiquei. Não! A culpa pouco tem a ver com a realidade e não ajuda nada. Absolutamente nada. Primeiro porque a cobrança por ter feito diferente não faz sentido: naqu...

Pra começo de conversa

E assim nasce um projeto! Quero começar, mas não sei por onde. Onde será que o começo se esconde?* Foram dias diante de um arquivo em branco. Eu tinha vontade de construir este cantinho, centenas de temas rondando a cabeça, mas nada de conseguir começar. Já tive blogs sobre outros assuntos, mas nunca nada tão pessoal, sensível e importante para mim. Minha vontade sempre foi escrever sobre a educação em um lugar assim, que permita a troca de ideias e o aprendizado com outras pessoas, além de poder falar sobre essa minha paixão que é o educar, mas isso sempre ia ficando pra depois. Quando meu filho nasceu, surgiram novos dilemas, principalmente a escassez de tempo para escrever - a dura realidade da maternidade. Estudei a educação por anos, trabalhei em escolas e continuo a jornada em outros espaços, ofereci consultoria em educação para famílias, é a minha vida! Eu tinha muitas respostas, exercícios e macetes na manga para enfrentar o delicioso desafio de educar c...